"Me pergunto como pude sucumbir nesta vertigem perpétua que eu mesmo provocava e temia. Flutuava entre nuvens erráticas e falava sozinho diante do espelho com a vã ilusão de averiguar quem sou. Era tal meu desvario, que em uma manifestação estudantil com pedras e garrafas tive que buscar forças na fraqueza para não me colocar na frente de todos com um letreiro que consagrasse a minha verdade: Estou louco de amor."
MÁRQUEZ, Gabriel García. Memórias de minhas putas tristes. Rio de Janeiro: Record, 2005. 127 p.
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