Numa tarde deserta o sabor da ausência
penetra o vazio,
tudo o que restou entregue às moscas.
Dias assolados pela peste da desconfiança,
A amargura ressoa doce
Como o último suspiro de uma barata envenenada.
Quero ouvir o som de passarinhos,
Ser abraçada por crianças,
Sentir a brisa sufocante de um fim de tarde,
Preciso estar longe da humanidade.
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